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Última atualização:11 de dezembro de 2018,
às 02:46

PF diz que pais e homem de 80 anos estão entre os presos suspeitos de cometer pedofilia

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ImprimirReportar erroTags:g1, várias, exterior, identificação, usuários, estrangeiros, diversos e abusadores583 palavras9 min. para ler
PF diz que pais e homem de 80 anos estão entre os presos suspeitos de cometer pedofilia - PolíciaVer imagem ampliada
Dois funcionários públicos que usavam computadores do órgão para compartilhar pornografia infantil também estão entre os presos, segundo a PF.delegado da Polícia Federal (PF) Flávio Augusto Palma Setti disse que entre os presos da Operação Glasnost,deflagrada nesta terça (25) em 14 estados brasileiros para combater a pedofilia, estão pais que abusavam das próprias filhas, um homem de 80 anos e dois funcionários públicos que compartilhavam pornografia infantil dos computadores do próprio órgão.


Pelo menos 15 vítimas já foram identificadas, ainda segundo a PF. "Um dos casos que nos chamou a atenção foi em Praia Grande, em São Paulo, de uma menina que sofreu abusos do pai entre 2 e 8 anos de idade", contou o delegado.


Os abusos, conforme a PF, ocorriam na casa da avó da menina, sem o conhecimento de mais ninguém. "Os abusos só pararam porque ele ficou com medo que a filha contasse para as amigas".


Até as 15h30, de acordo com a PF, 30 pessoas tinham sido presas, sendo 27 em flagrante e três prisões preventivas. Professores, médicos, estudantes e um porteiro estão entre os presos.


Ainda conforme o delegado Setti, as investigações começaram com a prisão de um estudante de medicina em 2010. "Ele citou um site russo que era utilizado como uma espécie de `ponto de encontro` de pedófilos do mundo todo", disse.


Depois disso, foi deflagrada a primeira fase da operação, em 2013, e agora a segunda etapa. "Antes dessa última fase, nós identificamos algumas questões urgentes de casos de abuso em que as devidas providências foram tomadas", detalhou o delegado.


Os investigados produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida – muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos – e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior.


A PF disse ainda que as investigações resultaram na identificação de centenas de usuários, brasileiros e estrangeiros, que compartilhavam pornografia infantil na internet, bem como de diversos abusadores sexuais e produtores de pornografia infantil. Foram identificadas diversas crianças vítimas de abuso."Também foram identificados criminosos de várias partes do mundo, como americanos e russos, por exemplo. Essas informações foram remetidas para os devidos países para investigação", acrescentou Setti.


O delegado disse que não há como definir um perfil dos criminosos – entre os presos estão pessoas com idades de 18 a 80 anos. Alguns delas já tinham passagem pela polícia por fatos relacionados à pedofilia.


Os crimes investigados nesta operação são compartilhamento de pornografia infantil, posse de pornografia infantil, abuso de vulnerável e produção de pornografia infantil.


Considerando as duas fases da operação, esta é uma das maiores operações já realizadas pela Polícia Federal de combate à pedofilia. Na primeira etapa, 30 pessoas foram presas.


Mandados judiciais


Foram expedidos três mandados de prisão preventiva, 71 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em 51 cidades de 14 estados brasileiros.


Em Maringá (PR), foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, que resultaram em três prisões em flagrante. Um dos alvos foi pego em flagrante com o computador ligado compartilhando pornografia na internet.


Em Curitiba, um mandado de busca também resultou em flagrante.


Nome da operação


O nome da operação, Glasnost, é uma referência ao termo russo que significa transparência. "A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de menores na internet e para realizar contatos com outros pedófilos ao redor do mundo", explicou a PF. Ao todo, 350 policiais participam da ação. 


Fonte: G1

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