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Última atualização:26 de maio de 2019,
às 02:07

Presidente da Acergs avalia as projeções do Agronegócio para 2019#

« Última» Primeira🛈Categoria:Negócios
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Presidente da Acergs avalia as projeções do Agronegócio para 2019 - NegóciosVer imagem ampliada
O ano de 2018 foi de algumas inseguranças para os produtores, em virtude de diversos fatores, com a instabilidade econômica e o clima. A última safra de trigo se apresentou boa, comparando com o esperado e o preço praticado.


Para o Presidente da Acergs, Associação dos Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul, Vicente Barbiero, no estado aconteceram dois eventos climáticos, que foi a geada na metade norte do estado e após isso, no momento da colheita, teve um excesso de chuvas que ocasionaram uma perda de qualidade do trigo. A soma desses dois fatores fez com que a produtividade caísse no estado. O estado plantou em torno de 700 mil hectares e a expectativa é que fosse colhido 1,8 milhão de toneladas. De acordo com Barbiero não será alcançada essa produção, e a qualidade dessa colheita não poderá ser utilizada totalmente para o consumo alimentício. O estado deverá utilizar em torno de 1 milhão de toneladas para farinha, e o restante poderá ser exportado, mas na qualidade, que é destinada para ração. Contudo, mesmo com a qualidade inferior, o trigo está sendo comercializado em um preço bom, que fica em torno de R$ 34,00. Esse preço, ainda assim, está sendo comercializado acima do preço de 2017. Isso se deve aos estoques baixos e o aumento da taxa cambial, que aumentou o preço dos trigos importados e assim valorizou o trigo produzido no estado. Para 2019, Vicente aposta que o estado manterá a área de 700 mil hectares.


A soja eleva o Brasil para o segundo maior produtor da cultura no mundo, e existe uma expectativa para ser o primeiro produtor de soja mundial, com projeções que passam de 120 milhões de toneladas na safra 2018/19. A expectativa de preço para 2019 é na casa de R$ 72,00, e se não acontecer um acordo de comércio entre EUA e China o preço poderá subir para a casa de R$ 75,00.


Vicente também cita sobre a expectativa do dólar, e ressalta que 60% dos produtores adquiriram os insumos antes, com o dólar baixo, e isso vai facilitar a safra. Por outro lado, quem adquiriu os insumos com o dólar mais alto correm o risco, se o dólar baixar, de ter que vender a produção em um valor menor e com o custo de plantação alto.


O empresário enfatiza que a tabela de frete precisa ser revista, porque os custos de logística estão muito altos. Para Vicente, é preciso ajustar os fretes, mas está tabela está onerando a todos, desde o produtor, até o consumidor final.


Segundo Barbiero, as perspectivas de preço de milho são boas. No ano de 2017 foram exportadas 30 milhões de toneladas e para esse ano não deverá chegar a 20 milhões, ficando a quem do esperado. Contudo tem um excedente de produção de 10 milhões de toneladas que deverá ser consumido no mercado interno. Se aumentar o consumo, poderá cair o preço no Brasil, e poderá chegar ao patamar de R$ 30,00.


Vicente faz uma projeção para 2019, citando que os preços melhores de milho serão no primeiro semestre e a partir do segundo semestre poderão cair. A previsão de colheita do Rio Grande do Sul é de 5 milhões de toneladas. No estado é consumido em torno de 1,750 milhão de toneladas, que vai para a ração.


Para 2019, existe uma boa expectativa para o agronegócio, com o clima favorável e os preços razoáveis, mas acima de tudo a expectativa é no novo Governo. Espera-se que o governo que vai assumir olhe para os produtores, para o Agronegócio, que direcione investimentos para novas hidrovias, ferrovias, para facilitar o transporte. Vicente espera que esse novo governo, junto com os ministérios que estão sendo formados, façam a diferença que o Brasil não teve até hoje.

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