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Última atualização:4 de junho de 2020,
às 10:18

Precificação dos Combustíveis no Rio Grande do Sul, entenda como ocorre!

« Mais recente🔀🛈Categoria:Negócios
ImprimirReportar erroTags:país, vai, cidades, pura, cobra, cobradas, taxas e pequenas778 palavras12 min. para ler

A variação dos preços nos combustíveis é um dos assuntos que mais chama a atenção da população, onde a maioria dos cidadãos tem acesso a veículos que são usados para o trabalho, por empresas, ou para o uso pessoal. Neste sentido a baixa no valor dos combustíveis é um dos principais temas abordados na sociedade e reivindicado aos governantes. Estamos em um momento de Pandemia de Coronavírus, e neste período o combustível sofreu uma queda nos preços. O texto a seguir foi escrito pelo jovem empresário do ramo Ubiratan Alegransi Bones, de Nonoai - RS  


Primeiramente, saúdo todos os leitores dessa matéria.

Como empreendedor do ramo de combustíveis e quase formado em Engenharia pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), sinto-me sempre na obrigação de ser transparente com as informações conforme aprendi no ambiente acadêmico. Hoje, vou explicar aos amigos como funciona a precificação de combustíveis. Para não prolongar muito, mais especificamente sobre a Gasolina.
O primeiro detalhe que precisamos entender é como o combustível chega até o consumidor. Vamos seguir o caminho mais básico, exemplificando de maneira clara. Suponha que o Petróleo foi extraído e é levado até a refinaria, depois de refinado ele é repassado, por meio de oleodutos para as bases de carregamento primárias, onde cada Distribuidora (Shell, Petrobrás, Ipiranga, Rodoil, MaxSul, Ale ou qualquer outra) retira sua cota e armazena em tanques nas bases secundárias. Só depois de levar para as bases de carregamento secundárias é que os combustíveis são transportados e vendidos para os postos pelo valor que a Distribuidora decidir, pois não existem fortes restrições. Posteriormente, esses combustíveis serão repassados aos consumidores. Esse é o caminho físico do combustível. Longo, não é mesmo?
Agora, vamos ao que, realmente, interessa. A imagem a seguir, retirada do próprio site da Petrobrás, irá ilustrar quais os valores percentuais ficam para cada processo descrito anteriormente. Irei ilustrar a formação dos preços da Gasolina:





 
Fonte da imagem: Site da Petrobrás
Como podemos ver, 45% do valor que está na bomba dos postos vai só para impostos e taxas cobradas; 27% são custos que a Petrobrás cobra pela Gasolina pura; 14% é o que as Distribuidoras acrescentam e cobram custos do álcool que existe misturado à gasolina (segundo a legislação entre 25% e 27% de Etanol na Gasolina); Por fim, os 14% que sobram serão divididos entre a Distribuidora e o Posto que irá revender. Isso significa que se fizermos uma conta ilustrativa e hoje você estiver pagando R$ 4,55 por Litro de Gasolina, aproximadamente, os impostos, já lhe custam R$ 2,04.
            Bom, para você ter noção, no Rio Grande do Sul, chegando no porto de Canoas, no fim do mês de fevereiro, a gasolina tinha um valor aproximado de R$ 1,70 (dado retirado do site da Petrobrás), aí incidem todos os impostos e explorações das grandes Distribuidoras, chegando nos Postos revendedores de combustíveis com um valor que excede/ultrapassa os R$ 4,00. Aí fica fácil de entender que existe uma grande exploração de valores em impostos. Não iremos falar sobre regimes tributários, mas após vender os produtos, alguns Postos ainda pagam a mais, em montante de impostos, cerca de 24% sobre o Lucro Real arrecadado no final de cada trimestre, quando optantes por esse regime.
            Outro detalhe importante é que quando há baixas ou altas em porcentagens, isso incide no valor da refinaria, àqueles R$ 1,70 que citei anteriormente. Se tivermos uma redução de 3%, não significa que isso chegará nas bombas, pois depende se haverá repasse correto da Distribuidora (o que normalmente não acontece) e caso o Posto consiga fechar carga antes do preço mudar novamente. Se quiser acompanhar essas variações é só entrar diariamente no site da Petrobrás e acompanhar a cotação do Dólar (que não teremos espaço para escrever hoje), os valores variam praticamente todos os dias.
            Os Postos revendedores em cidades pequenas como Nonoai e região, compram combustíveis a vista das Distribuidoras, cerca de 1 vez por semana. Por isso, quando os preços variam (aumento ou baixa), não é de imediato que isso chega, pois tem todo o caminho que expliquei lá no início até chegar ao consumidor.
            Além de tudo isso, moramos no Rio Grande do Sul, onde há incidência de um ICMS muito maior do que o de Santa Catarina. Por isso há uma diferença no preço da Gasolina, por exemplo, você poderá observar Nonoai e Chapecó.
            Por fim, agradeço o espaço e afirmo, de maneira transparente, para todos os que estão lendo e acompanhando esta matéria, que precisamos nos unir como cidadãos para buscar todas as informações possíveis, de maneira ética, considerando a verdade sempre para que não sejamos enganados.
Enquanto houver uma pessoa consciente em busca da verdade, ainda haverá esperança para o nosso País.
             


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