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Última atualização:25 de março de 2019,
às 15:23

Prévia da inflação oficial fica em 0,58% em outubro, aponta IBGE#

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ImprimirReportar erroTags:era, cebola, produtos, alimentícios, menor, tomate, frutas e carnes644 palavras11 min. para ler
Prévia da inflação oficial fica em 0,58% em outubro, aponta IBGE - GeralVer imagem ampliada
Alta em relação a setembro foi puxada por alimentos e combustíveis. Foi o maior resultado para um mês de outubro desde 2015, quando ficou em 0,66%.

O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,58% em outubro, informou nesta terça-feira (23) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador ficou 0,49 ponto percentual (p.p.) acima da taxa desetembro, que foi de 0,09%. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas do mercado. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,64 por cento para o período.

O IBGE destacou que foi o maior resultado para um mês de outubro desde 2015, quando ficou em 0,66%. A variação acumulada no ano foi de 3,83% e, em relação aos últimos doze meses, o índice ficou em 4,53%, acima dos 4,28% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Principais resultados do IPCA-15:




  • Índice de outubro de 2018: 0,58%


  • Acumulado no ano: 3,83%


  • Acumulado em 12 meses: 4,53%






A maior influência na alta do indicador na comparação com setembro, segundo o IBGE, partiu dos grupos de alimentação e bebidas e de transportes, que aceleraram, respectivamente, 0,44% e 1,65%. Ambos grupos respondem por cerca de 70% do IPCA-15 do mês.

Alta dos alimentos

Em setembro, o grupo de Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,41%. Segundo o IBGE, o que impulsionou a alta em outubro foram os preços da alimentação no domicílio, que avançou 0,52% frente a queda de 0,70% de setembro.

Os principais produtos alimentícios que tiveram alta no período foram tomate (16,76%), frutas (1,90%) e carnes (0,98%). Mantiveram queda os preços da cebola (-8,48%), o leite longa vida (-4,10%) e os ovos (-2,26%).

Combustíveis mais caros

Já o grupo dos Transportes, que apresentou a maior variação entre os grupos em outubro, foi impactado pelos preços dos combustíveis. Em setembro, os combustíveis registraram queda de 0,19%, enquanto neste mês avançaram 4,74%.

O litro da gasolina foi o que apresentou maior impacto individual no índice do mês de outubro. Ele ficou mais caro, em média, 4,57%. Já o litro do etanol subiu, em média, 6,02%.

O IBGE destacou que "tanto a gasolina quanto o etanol haviam registrado, no mês anterior, variação negativa de preços: -0,07% e -1,36%, respectivamente. Já o óleo diesel, que em setembro havia subido 2,41%, acelerou em outubro, atingindo 5,71%”.

Veja as variações dos grupos pesquisados:




  • Transportes - 1,65%


  • Alimentação e bebidas - 0,44%


  • Habitação - 0,15%


  • Artigos de Residência - 0,49%


  • Vestuário - 0,28%


  • Saúde e cuidados pessoais - 0,66%


  • Despesas pessoais - 0,22%


  • Educação - 0,21%


  • Comunicação - 0,02%


  • Resultados regionais

    Segundo o IBGE, todas as regiões pesquisadas apresentaram aceleração no nível de preços de setembro para outubro. Dentre as 11 analisadas, cinco tiveram alta superior à média nacional, enquanto outras cinco tiveram variação abaixo do índice nacional.

    A região metropolitana de Pernambuco (0,35%) apresentou o menor resultado, em razão da queda de 2,33% registrada na energia elétrica. Já o maior resultado foi na região metropolitana de Porto Alegre (0,91%) influenciado pela alta de 4,50% no preço da gasolina.




    • Porto Alegre - 0,91%


    • Curitiba - 0,78%


    • Salvador - 0,75%


    • Brasília - 0,65%


    • Goiânia - 0,59%


    • São Paulo - 0,58%


    • Fortaleza - 0,57%


    • Belém - 0,50%


    • Rio de Janeiro - 0,42%


    • Belo Horizonte - 0,40%


    • Recife - 0,35%






    Meta de inflação e taxa de juros

    A previsão dos analistas para a inflação em 2018 subiu de 4,43% para 4,44%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Foi a sexta alta seguida do indicador.

    O percentual esperado pelo mercado, contudo, continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

    Para 2019, os economistas das instituições financeiras elevaram a estimativa de inflação de 4,21% para 4,22%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%.

    A taxa básica de juros segue na mínima histórica de 6,50%, e a expectativa do mercado é de que termine o ano neste patamar. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continua em 8% ao ano.

    Em 2017, a inflação oficial do país ficou em 2,95%, fechando pela primeira vez abaixo do piso da meta fixada pelo governo, que era de 3%.



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