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Última atualização:25 de maio de 2019,
às 21:29

Medidas repercutem mal e caminhoneiros já marcam nova greve#

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Medidas repercutem mal e caminhoneiros já marcam nova greve - GeralVer imagem ampliada
Dedéco, uma das lideranças dos autônomos, afirma que paralisação já está agendada para o dia 21 de maio, mas, se diesel aumentar, podem parar antes

Caminhoneiros não ficaram satisfeitos com o pacote de medidas anunciadas nesta terça-feira, 16, pelo governo Bolsonaro para ajudar a categoria e já se articulam para fazer uma nova paralisação. Segundo o caminhoneiro Wanderlei Alves, conhecido como Dedéco, que foi considerado um dos líderes da greve de 2018, a paralisação já está marcada para o dia 21 de maio –quando fará um ano da greve do ano passado.

"Estamos trabalhando nos bastidores e vamos parar o Brasil no dia 21 de maio, se não parar antes. Nós exigimos respeito, dignidade, não só do governo como do Brasil. Ninguém valoriza essa classe, que só tem tomado na cabeça desde o governo Dilma”, disse o Dedéco.

Porém, segundo o caminhoneiro, caso o diesel aumente, os autônomos da categoria falam em cruzar os braços de quatro a cinco dias após a medida.

Dedéco disse que enviou um áudio com essas informações para o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, após o pacote de medidas anunciado pelo governo federal nesta terça-feira, onde critica o plano. "Nada do que anunciaram nos ajuda. É um avanço conseguir dinheiro a baixo custo no BNDES? É. Mas hoje mais da metade dos caminhoneiros está com o nome no Serasa, porque não consegue pagar o caminhão.”

O caminhoneiro alertou o ministro a já criar um gabinete de crise. "O senhor pode montar o gabinete de crise aí no Palácio do Planalto, porque a paralisação vai acontecer no dia 21, data marcada pelo nosso grupo. Foi o nosso grupo que começou a paralisação no ano passado. Nós não temos mais condição de sobreviver. Nós podemos até parar antes, principalmente quando vier o aumento da Petrobras”, afirmou o Dedéco.

Em alguns grupos de WhatsApp, que já articulavam a greve, o plano foi visto como uma "cortina de fumaça”, forma de protelar uma possível paralisação.

Fonte: revista Veja.com.br

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