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Última atualização:12 de dezembro de 2019,
às 18:26

Leite decide cortar ponto de professores em greve, mas admite negociação#

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ImprimirReportar erroTags:povo, unificar, diverge, informa, existe, total, fechadas e parcialmente383 palavras6 min. para ler
Leite decide cortar ponto de professores em greve, mas admite negociação - GeralVer imagem ampliada
Governador assinou circular e disse que não dá para aceitar paralisação "sem justificativa no fim do ano letivo"

O governador Eduardo Leite anunciou na tarde desta sexta-feira o corte no ponto de professores do Magistério em greve e admitiu negociar uma compensação relativa a dias parados apenas desta semana. Contudo, acrescentou que dia paralisado será dia descontado e que, a partir de segunda, não haverá mais conversas. Desde o dia 18 de novembro, professores suspenderam as atividades em diversas escolas do Rio Grande do Sul em manifestação contra pacote de medidas anunciadas pelo Palácio Piratini. Uma circular foi assinada pelo chefe do Executivo gaúcho e repassada aos demais secretários de Estado.



"O Estado admite fazer negociação de compensação dos dias parados ao longo desta semana da greve. Vamos descontar os dias parados e admite fazer a negociação. Mas, a partir de segunda-feira, estaremos descontando e não vamos mais fazer negociação. O governo está aberto ao dialogo, mas não dá para aceitar que essa greve ocorra sem justificativa, por conta da prestação de um serviço que é essencial, em fim de ano letivo, para a população", salientou o tucano.

O quinto dia suspensão das atividades nas escolas encerrou com aderência de 1.514 instituições, segundo o Cpers. A Secretaria de Educação diverge e informa que existe 542 escolas com paralisação total e 500 fechadas parcialmente.

Na quarta, o governo do Estado anunciou uma parceria para unificar os calendários estadual e municipal já a partir do ano que vem.

 O ano letivo se iniciará em 9 de fevereiro e será concluído em 18 de dezembro, com o cumprimento dos 200 dias letivos e das 800 horas/aula. Para 2021, o calendário de matrículas, que hoje ocorre em períodos diferentes, também será unificado. 

No início da semana, a presidente do Cpers, Helenir Schürer, havia respondido a críticas do governo de que o sindicato não teria contribuído dando sugestões ao pacote. "É como pedir para o enforcado contribuir para o enforcamento. É surreal", afirmara. 

A próxima assembleia geral do Cpers ocorre na próxima terça-feira, a partir das 13h30min, na Praça da Matriz. Antes disso, o comando de greve volta a se reunir para realizar o balanço da primeira semana de paralisações e discutir as ações de mobilização.

Correio do Povo  

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