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Última atualização:16 de novembro de 2018,
às 21:11

Internação de Bolsonaro deve durar pelo menos uma semana, diz médico

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ImprimirReportar erroTags:lesionar, risco, vida, delegacia, afirmaram, profissionais, bispo e reverter702 palavras13 min. para ler
Internação de Bolsonaro deve durar pelo menos uma semana, diz médico - GeralVer imagem ampliada
Candidato levou uma facada na barriga durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Ele está consciente e irá passar a noite na UTI, onde já recebeu a visita de dois filhos.


O candidato à Presidência Jair Bolsonaro(PSL) não deverá receber alta hospitalar antes de “uma semana ou 10 dias“, disse em coletiva de imprensa na noite desta quinta-feira (6) o médico Luiz Henrique Borsato, da Santa Casa de Juiz de Fora. Ele foi um dos cirurgiões que operou o candidato, atingido por uma facada durante ato de campanha nesta tarde na cidade mineira.


“Antes de uma semana ou dez dias, ele não vai receber alta“, afirmou o médico. Ele ressaltou que o prazo é uma estimativa e que tudo dependerá de como evoluir a recuperação de Bolsonaro.





Candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) é atendido em hospital de Juiz de Fora após ser esfaqueado (Foto: Arquivo pessoal/G1)


O candidato era carregado nos ombros por apoiadores quando um homem se aproximou e o atingiu na barriga. “As lesões internas foram graves e colocaram em risco a vida do paciente“, disse Borsato.

Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 15h40 perdendo muito sangue por causa do ferimento e foi submetido a uma cirurgia de urgência chamada laparotomia exploradora. No procedimento, o abdômen é aberto para que a cirurgia possa corrigir as lesões

O procedimento detectou que o intestino grosso foi transfixado pela faca e que houve também três lesões no intestino delgado. A facada atingiu ainda uma veia do abdômen.

“O que houve foi um sangramento na veia abdominal, que logo foi estancado, e lesões nos intestinos grosso e delgado. Foi retirada a parte lesada do intestino grosso, e o intestino delgado foi costurado“, disse Borsato. A lesão no fígado, que chegou a ser uma hipótese, foi descartada.

Cinco cirurgiões e dois anestesistas trabalharam na operação. Durante o procedimento, Bolsonaro precisou receber quatro bolsas de sangue em transfusão. A cirurgia durou cerca de duas horas e terminou por volta das 19h40. Em seguida, Bolsonaro foi levado entubado e sedado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Segundo o último boletim médico, o político é considerado um paciente grave que está submetido a cuidados intensivos. Na noite desta quinta, ele apresentava quadro estável.

Os médicos fizeram uma colostomia temporária, procedimento que conecta o intestino a uma bolsa fora do corpo, evitando que as fezes passem e possam causar uma infecção no local onde foi tratada a perfuração. Ele deve ser submetido a outra operação futuramente, para reverter a colostomia.

Bolsonaro está consciente e irá passar a noite na UTI. Os profissionais também afirmaram que não há como precisar o tempo que o candidato passará na unidade, onde já recebeu a visita de dois filhos.


“Ele está consciente, já acordou, reconheceu os filhos“, disse Borsato.


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Transferência para SP

Uma equipe do Hospital Sírio-libanês, de São Paulo, deve chegar por volta da meia-noite a Juiz de Fora para avaliar uma possível transferência de Bolsonaro.

Segundo a equipe da Santa Casa, a transferência é uma opção da família, mas neste momento o presidenciável não tem condições de ser levado para outro local.

Um novo boletim médico sobre o estado de saúde de Bolsonaro deve ser divulgado às 10h30 desta sexta-feira (7).

Agressor preso

No momento em que foi esfaqueado, Bolsonaro fazia corpo a corpo com eleitores na região do Parque Halfeld. O suspeito de atacar o candidato foi identificado pela PM como Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos. Ele está preso na delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora, onde confessou o crime.

O advogado de Adélio, Pedro Augusto Lima Possa, disse que seu cliente assumiu a autoria do atentado, e que ele agiu por “motivações religiosas, de cunho político“. “Ele não tinha intenção de matar, em momento algum. Era só de lesionar“, disse Possa.

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